Poderia ter sido a realidade, mas foi tudo, foi o suspenso, a calma, o descanso, o outrora feito inconsciente.
Poderia ter sido o fim - o meu reflexo - e foi uma visão do alto, uma visão da minha altura.
Poderia ter sido o começo, o foi meu sangue que se esvaiu, que sucumbiu na estranheza de uma realidade estranha.
Fui eu e mais ninguém, o espaço e o tempo, a razão e a sensação, a vida e a morte, conjuguei-as todas de uma só vez e foi demais, subi acima de mim, desci abaixo da minha altura, percorri de lés a lés o pavio aceso que me ergue e foi na ponte do fim que me esperei, onde não havia ponta.
Fui eu e mais ninguém, a solidão sozinha de só na comunhão com tudo de nadas.
Fui eu e mais ninguém, e poderia ter sido realidade e foi somente real.
Também eu sou um fim: vi-o, senti-o, pensei-o! Agora, estou destinado a vivê-lo.
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