sábado, 31 de janeiro de 2009
Myself Requiem
Screaming can’t solve anything anymore and the tears are fooling again and again; I must say that I was blessed to have meet and sit with all of you; to have enjoyed our companionship in the fulfillment of my hands.
Eternity that was before come to pass as a picture in my head, as a thought thinking itself over and over again, back and forward, and turning around to the beginning that’s the end.
Moving around,
Waiting just about,
Going away as fresh as to be:
I’m here just for now, but not for long here long it’s just a corner where I first saw myself.
What should I be when I’m not being? What can I wait, when place there is not? Who I’m I supposed in whom? Although weirdness as become a place in the horizon, I must go forward and seek out new ways of being. Stronger than strongest that’s what I should be, hoping beyond hopeless.
The screech is emerging in the horizon of my eyes: let me go, I must be where my death it’s not.
Trying off,
Make not,
Don’t turn around, it’s too late: the requiem as began.
Steady! Look firmly ahead whiteout fear of what is coming.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Hino para ti que vens
O teu horizonte foi a ponte das minhas lágrimas de além-mar.
Vem, não demores, vem!
Ecoaste tão fundo na minha alma que ela ficou a desconhecer-se e escreveu a tua presença numa lágrima de futuro, de sangue do meu sangue, de eternidade feita carne, de realidade onde a seara tinha sido fronteira de vazio.
Vem, demora o tempo que tiver que ser, vem!
Estou aqui, sempre aqui estarei, para sempre é o que sou para ti, na dimensão astronomicamente maior que possa haver do sempre – sinto-te tão fundo que não sei se minh’alma se tua, se dois ou um... – e onde estás sendo o excesso, o maior que me verá, sentido, carcomido e enrugado, na ponte do fim!
Vem!
No teu vir está a minha despedida, o meu alcançar, o repouso da minha carne amortalhada, por um sorriso teu de olhos brilhantes de mim.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
שדחמ דלונ
Vem, a porta está aberta, mas vem carregado de sémen e rosmaninho!
Vem, a porta está aberta, ser ode a esta humana humanidade, ser terra, ser peste, a vida sem mais nada!
Vem, a porta está aberta, ver a vida no seu fulgor: tesa e retesa, tanto de ódio como de amor, à mistura!
Vem, a porta está aberta, viver neste corpo carcomido, das facadas dilacerado, mas um corpo humano, astronomicamente humano, sentido, cheirado, saboreado, sangrado.
Vem, a porta está aberta, transgride comigo e saberás o que é ser um de nós.
Vem, a porta está aberta, e enquanto a corda der seremos tudo, tudo mesmo no nosso nada.
Vem, a porta está aberta, ver os filhos da tua Madalena e o tempo será apenas o início.
Vem, a porta esteve sempre aberta!
Vem, não me feches tu a porta, desse céu que governas, vem arranca os olhos e cheio de fé vê que deste poço sem fundo só tirarás terra como o mar tira a vazante da maré!
Vem, não feches tu a porta, e acredita que és tu, tu somente que te negas a ti onde eu sempre disse que sim!
Vem, não me feches tu a porta, e sabe que o teu sim foi sempre um banho de acidez, um caminho de ausência silenciosa, tremendamente escabrosa.
Vem, não feches tu a porta, onde o homem humano é capaz de criar e onde é mortal e limite e termo e miséria.
Vem, não feches tu a porta, porque sem o homem não haveria searas, nem vinhas, nem socalcos e nem te besuntarias de cheiro a sexo.
Vem, não feches tu a porta, ver a inquietude de ter paz na tua face.
Vem, não feches tu a porta, saber que nenhum deus é digno de louvor.
Não vens nem eu vou, a porta é jamais!
E assim estamos, livres e condenados, mas fiéis à condição!
domingo, 4 de janeiro de 2009
Inconfesso desejo
Queria ter coragemPara falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo.
Carlos D. Andrade