sábado, 6 de outubro de 2007

"Lágrimas correndo Mundo"

Sempre no encalço do horizonte e inveterado no telúrico que me viu parido. Vá para onde lá, veja o que vir, faça ou desfaça, tudo parece nunca ter saído donde vim: uma espécie de atracção invisível, onde o sangue e a terra foram um. Olho-te na lonjura e sou um dos teus calhaus: duro, vulcânico e salgado. E é nas tuas courelas, por vindimar, que encontro o meu pousio. Nas cepas degoladas é o sonho parido que fica a voar, no vento e na brisa. Ah... o mar e a serra enamorados, traídos e amantes. Uma força e fraqueza de braços dados. Gente. Morte. Vida.

Uma sombra persegue-me.

1 comentário:

rivka disse...

Não há fuga possível às coisas que são fechadas por dentro.