quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Memórias de Viagem – Em pleno voo de ida ] Zurique [


A que alturas sobe o homem! Sobre a Ibéria, um manto de nuvens brancas acinzentadas adornam as montanhas e servem de albergue aos adormecidos tojos. O isolamento vê-se melhor do alto. Gente aqui; gente além; de um lado e do outro enérgicas bandeiras de terra erguida, tesa, retesa a investir contra o céu. E a isto chamam céu. Não vejo Deus; não o sinto; não o cheiro; até o céu, na sua imensidão, é a ausência de Deus. Nem ele coube nesse lugar tão largo, grande, astronomicamente imenso. Até onde as raízes madeirenses podem ser esticadas?

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