... foi de repente, sem tempo de resposta, sem lugar a resposta - lembras-te do momento, da figura desenhada da minha face, da lágrima que correu na solidão e no silêncio, que caiu sem som, sem dizer que existia, que teve lugar, que foi aquela vez e não outra? - onde a pergunta ficou suspensa no horizonte do teu olhar... se me recordo! todo o meu corpo é uma questão, interrogada, no tempo, no espaço que me separa de ti, aqui, neste vão onde até o eco se ausentou - as tuas mãos salgadas no meu cabelo, a percorrerem a minha face, o teu beijo que foi longe demais, porque nunca foi dado, sempre promessa de comprimento, de acontecer, naquele penedo, onde a ilha aprendeu a ser mar... - ... foi de repente, sem tempo de resposta, sem lugar a resposta que dei por mim morto de ti.segunda-feira, 3 de março de 2008
] NaDa [
... foi de repente, sem tempo de resposta, sem lugar a resposta - lembras-te do momento, da figura desenhada da minha face, da lágrima que correu na solidão e no silêncio, que caiu sem som, sem dizer que existia, que teve lugar, que foi aquela vez e não outra? - onde a pergunta ficou suspensa no horizonte do teu olhar... se me recordo! todo o meu corpo é uma questão, interrogada, no tempo, no espaço que me separa de ti, aqui, neste vão onde até o eco se ausentou - as tuas mãos salgadas no meu cabelo, a percorrerem a minha face, o teu beijo que foi longe demais, porque nunca foi dado, sempre promessa de comprimento, de acontecer, naquele penedo, onde a ilha aprendeu a ser mar... - ... foi de repente, sem tempo de resposta, sem lugar a resposta que dei por mim morto de ti.
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1 comentário:
e de repente, como se o repente fosse um qualquer tempo entre o que ficou e o que não chegou a chegar, se compreende a estranheza da humanidade que há por dentro, nos lugares ébrios de tão doces, doces de tão feridos, feridos de tanto serem um acabar antes do tempo.
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