O teu horizonte foi a ponte das minhas lágrimas de além-mar.
Vem, não demores, vem!
Ecoaste tão fundo na minha alma que ela ficou a desconhecer-se e escreveu a tua presença numa lágrima de futuro, de sangue do meu sangue, de eternidade feita carne, de realidade onde a seara tinha sido fronteira de vazio.
Vem, demora o tempo que tiver que ser, vem!
Estou aqui, sempre aqui estarei, para sempre é o que sou para ti, na dimensão astronomicamente maior que possa haver do sempre – sinto-te tão fundo que não sei se minh’alma se tua, se dois ou um... – e onde estás sendo o excesso, o maior que me verá, sentido, carcomido e enrugado, na ponte do fim!
Vem!
No teu vir está a minha despedida, o meu alcançar, o repouso da minha carne amortalhada, por um sorriso teu de olhos brilhantes de mim.
1 comentário:
É belissimo.
As palavras aqui são esferas que são flores a correr em sangue, são sangue a correr nas noites que são estrelas.
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