A vida... tanta busca por sentido, por objectivos, por realização... quando tudo se dá e acontece nos mais pequenos e insignificantes momentos, nas migalhas, na poeira, nos grãos que vão caindo do cesto que vem da vinha vindimada.
E o homem julga-se pelas suas acções e não pelas suas memórias. Mas não há memórias sem as acções que as sustentam – ou pelo menos pensamos que seja assim... e é no meio da vida que perdemos o fio à meada: longe está o início e o fim é incerto, uma caravela que no alto mar já não vê terra e o horizonte é sempre agora e ainda não...
Onde e quando é que tudo foi morrendo?
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1 comentário:
Fica a pergunta a flutuar. Em suspenso. Onde e Quando. O que morreu. Onde. O que morremos. Quando. E o fio perdido da meada não deixa a linha retomar o lugra de onde se partiu. Talvez a resposta na ponta oposta do fio. Talvez a suspensão da pergunta. Apenas. Não conheço o onde. Não sei medir o quando. Sei que o fio perdeu-se da meada. Bem a meio.
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