quarta-feira, 20 de junho de 2007

Voo

Um voo dentro de mim
Uma praia cheia de pedras
Ondas que não me chamam
Mas são eu!

Águas mortas desta vida - sede -,
Searas do deserto
Brechas sem remendo
Alma sem janela
Corpo entupido de intuições
Confusões
Cruzamentos no meu meio
Num pasto sem ervas
Sem horizonte ou sol...

E só pedimos
Um nada de tudo;
Nem isso!
Isso nem está
para ser em nós,
neste mim/si.

Aqui sentado
Sem Sul e Norte
Tendo Tudo
De Nadas.

1 comentário:

rivka disse...

Onda de águas paradas em direcção a lugar nenhum podem desenhar o mapa e o norte para chegar ao lugar certo do que resta de um qualquer sul desenhado à beirinha, mesmo à beirinha, depois da areia, no tocar do calhau.