Um voo dentro de mim
Uma praia cheia de pedras
Ondas que não me chamam
Mas são eu!
Águas mortas desta vida - sede -,
Searas do deserto
Brechas sem remendo
Alma sem janela
Corpo entupido de intuições
Confusões
Cruzamentos no meu meio
Num pasto sem ervas
Sem horizonte ou sol...
E só pedimos
Um nada de tudo;
Nem isso!
Isso nem está
para ser em nós,
neste mim/si.
Aqui sentado
Sem Sul e Norte
Tendo Tudo
De Nadas.
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1 comentário:
Onda de águas paradas em direcção a lugar nenhum podem desenhar o mapa e o norte para chegar ao lugar certo do que resta de um qualquer sul desenhado à beirinha, mesmo à beirinha, depois da areia, no tocar do calhau.
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