
De regresso às fragas, aos pinhais e aos calhaus;
às sebes abertas, às courelas vindimadas e aos açougues amortalhados;
às terras do centeio, às granjas e aos seixos;
aos picos, às covas e às cruzinhas.
De regresso, sem dúvida, à telúrica soca que me pariu, à maresia que me viu antes do tempo.
Foi nos pinhais que houve a primeira lufada de ar fresco, foi nos calhaus a primeira experiência da dureza do mundo, foi nas vossas faces que vi, antes de saber, que eu era mais do que isto e que vos vi além, que vos esperei na ponte do fim.
E nas tuas mãos, encarquilhadas e calejadas de rudeza, tive o toque, a suavidade, a delicadeza do ter sido parido.
Três voltas dadas, três décadas passadas, três personagens encetadas! Uns capítulos após outros foram sendo encerrados noutros novos abertos: sempre tive medo, mas a força atlântica foi sempre mais forte, foi sempre mais forte o traço de horizonte que em mim habitou, que em mim rasgou os mais obstinados penedos.
Hoje estou aqui: despido, usado, abusado, corrompido, talhado pelo tempo, mas ligado à raiz mais funda que me alimenta, intocada, intocável. Ouço, ainda, na longinquidade, a tua voz, o teu sorriso, o teu abraço forte e quente.
– onde estás, quando já não estás, depois de tudo, de tanto tempo, de tanta ausênciapresença? –
De regresso às fragas, aos pinhais e aos calhaus;
às sebes abertas, às courelas vindimadas e aos açougues amortalhados;
às terras do centeio, às granjas e aos seixos;
aos picos, às covas e às cruzinhas;
De regresso e aqui estou: sem certezas e cumulado de dúvidas!
Até onde for, será!
às sebes abertas, às courelas vindimadas e aos açougues amortalhados;
às terras do centeio, às granjas e aos seixos;
aos picos, às covas e às cruzinhas.
De regresso, sem dúvida, à telúrica soca que me pariu, à maresia que me viu antes do tempo.
Foi nos pinhais que houve a primeira lufada de ar fresco, foi nos calhaus a primeira experiência da dureza do mundo, foi nas vossas faces que vi, antes de saber, que eu era mais do que isto e que vos vi além, que vos esperei na ponte do fim.
E nas tuas mãos, encarquilhadas e calejadas de rudeza, tive o toque, a suavidade, a delicadeza do ter sido parido.
Três voltas dadas, três décadas passadas, três personagens encetadas! Uns capítulos após outros foram sendo encerrados noutros novos abertos: sempre tive medo, mas a força atlântica foi sempre mais forte, foi sempre mais forte o traço de horizonte que em mim habitou, que em mim rasgou os mais obstinados penedos.
Hoje estou aqui: despido, usado, abusado, corrompido, talhado pelo tempo, mas ligado à raiz mais funda que me alimenta, intocada, intocável. Ouço, ainda, na longinquidade, a tua voz, o teu sorriso, o teu abraço forte e quente.
– onde estás, quando já não estás, depois de tudo, de tanto tempo, de tanta ausênciapresença? –
De regresso às fragas, aos pinhais e aos calhaus;
às sebes abertas, às courelas vindimadas e aos açougues amortalhados;
às terras do centeio, às granjas e aos seixos;
aos picos, às covas e às cruzinhas;
De regresso e aqui estou: sem certezas e cumulado de dúvidas!
Até onde for, será!
1 comentário:
Que sejas sempre bem vindo e que as décadas já vividas se multipliquem e cheias de felicidade.
Um forte abraço.
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