domingo, 20 de maio de 2007

ETROM






















Encosto ao túmulo frio
O aquecido corpo da vida
No jazigo duro da morte
É onde arrefeço a moleza de viver.



Tumular pedra lisa de inscrição
De nome ou data
De um vestígio de vida
De uma vida de vestígios.



Jazigo podre, nauseabundo
Lugar apertado de fechado
De cheiros privado:
O que somos do que fica!



Dor de vida e da última gota
Engilhado de viver
De acertar o passo com a colheita,
Ceifado de olhos abertos.



Túmulo, jazigo: a ceifa
A paz de um campo lavrado
Onde a promessa se cumpre
De um destino acatado!



Estas é a hora, aqui como outrora, ora pois: que seja de uma vez, o lavrador e a ceifa, a estação que dá de si!

Sem comentários: