segunda-feira, 21 de maio de 2007

A leveza do Embondeiro



A vida emerge sempre de qualquer pequeno mistério que a lança acima das nuvens pela chuva que foi chamada a cair.

Na leveza ou na brandura existe sempre uma simplicidade de rosto, de sentimentos, de temores e de sensibilidade que nos prende e abre para outras lonjuras...

- tu bem o sabes -

Foi nossa alma que chorou ali, lembraste?

Foi, também, ali que ela cresceu, entrelaçada, nos braços do Sul...

- ainda sentes? -

Amanhece num piscar de olhos

e na sombra da árvore Embondeiro - onde fomos morrendo -

já nem o fresco nos arrefece...

Nem mesmo a folha simples - aquela folha, recordas-te? - que cai

ou o fruto que nos galhos - ai!, nós e o galhos... - amadurece,

nem mesmo isso foi

o que "Nós" na Alma

perdura e, no todo de mim,

é leveza.

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